Figueiró dos Vinhos – Na opinião do presidente do Município

“Governo devia ter tido uma postura de decisão” no fundo ‘Revita’


Pombal 97 fm / Sociedade – Jorge Abreu, presidente da Câmara Municipal de Figueiró dos Vinhos defendeu, na Assembleia da República, que "o Estado deveria ter tido uma postura de decisão" relativamente ao fundo ‘Revita’, criado para gerir donativos na sequência do incêndio de Pedrógão Grande.
Na última terça-feira, na Assembleia da República, o presidente do executivo camarário de Figueiró dos Vinhos afirmou que “o Governo deveria ter tido um papel fundamental no conselho de gestão [do Fundo Revita]. Faltou, um pouco, um papel de decisão da tutela, do Estado”.
Durante a sua audição na Comissão Parlamentar de Inquérito à actuação do Governo no processo de atribuição de apoios, na sequência do incêndio de 17 de Junho de 2017, Jorge Abreu lamentou que o Estado não tenha tido “uma postura de decisão” e considerou que a sua presença no fundo deveria ter estado “mais vincada”, até para haver “mais suporte” do Governo “em algumas decisões”.
O presidente do Município de Figueiró dos Vinhos defendeu, também, que as Câmaras Municipais “não deveriam ter estado presentes no conselho de gestão do fundo ‘Revita’”, entendendo que “devíamos estar à parte e haver alguém que, tecnicamente, analisasse as situações e não nós”.
Tanto mais que, adiantou, “as pessoas afectadas são pessoas que conhecemos e, por muita isenção que possamos ter, podemos ser influenciados por amizade ou por pena e deixamos de tomar decisões assertivas”.
Jorge Abreu vincou, entretanto, que não quer, com essa ideia, defender que os autarcas devem fugir à sua responsabilidade, mas “num processo complexo onde não havia regulamentação”, essa seria uma forma de dar “algumas garantias de isenção” nas decisões do ‘Revita’ sobre as casas a apoiar. “Acho que ficávamos mais resguardados”, sublinhou.
O autarca figueiroense não deixou, também, de criticar a forma como foi criado o apoio para a reconstrução das casas de segunda habitação, em que as autarquias podiam optar por recorrer a um empréstimo “para financiar essas intervenções, sendo que cada município definiria o seu regulamento, nomeadamente o montante máximo a apoiar e a percentagem cofinanciada”
. (com Observador)

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