Castanheira de Pêra – Sugere uso em segundas habitações

Presidente da União de Freguesias entende que fundo ‘Revita’ devia ser usado


Pombal 97 fm / Sociedade – O presidente da União de Freguesias de Castanheira de Pêra e Coentral, defende que o fundo ‘Revita’ deveria ser usado nas segundas habitações destruídas pelo incêndio de Junho de 2017.
A notícia é avançada pelo ‘Expresso’, segundo o qual José Lourenço afirmou que “se estivesse nas minhas mãos era já amanhã”, considerando que, “sem a casa de segunda habitação, muitas pessoas deixaram de voltar ao concelho”.
O fundo ‘Revita’, utilizado para recuperar habitações permanentes afectadas pelos incêndios de 2017 e que continua com fundos por aplicar, deveria ser usado para recuperar segundas habitações no território afectado, defendeu o autarca durante a sua audição na Comissão Parlamentar de Inquérito à actuação do Governo, no processo de atribuição de apoios na sequência do fogo de 17 de Junho de 2017.
Na audição, conta o jornal, José Lourenço criticou o modelo criado de apoio à reconstrução de habitações, em que as autarquias podem optar por recorrer a um empréstimo (a um fundo disponibilizado pelo Governo) para financiar essas intervenções, sendo que cada Município definiu o seu regulamento, nomeadamente o montante máximo a apoiar e a percentagem cofinanciada.
“Deixou-se o processo nas mãos das autarquias e cada uma fez o seu regulamento, à sua maneira e conforme os seus fundos. Em Castanheira de Pêra é uma percentagem, na Pampilhosa da Serra é outra”, notou o autarca, salientando que “a grande maioria das casas [de segunda habitação] estão como quando o fogo por lá passou”.
Na sua intervenção, e ainda de acordo com o semanário, o presidente da União de Freguesias de Castanheira de Pêra e Coentral realçou que aquilo que se vê, relativamente à floresta, “não augura nada de bom, porque onde havia um eucalipto estão lá hoje 10”.
Apesar de notar um aumento das limpezas de terrenos e das faixas junto às estradas, o autarca referiu que a maioria dos proprietários, com pequenos terrenos e reformas baixas, não tem capacidade financeira para investir ou para pagar limpezas e revelou que, desde o incêndio de 2017, já recebeu vários contactos de proprietários que estavam dispostos a entregar “os terrenos de borla à Junta de Freguesia”.
“Os terrenos, antes do incêndio, sem pinhal, eram vendidos a 50 cêntimos por metro quadrado. Agora, até os vendem a 10 cêntimos e não há quem os compre”, constatou, considerando que vai ser “muito difícil trabalhar-se no sentido de prevenção de incêndios daqui por diante”.

97FM - Pombal Vértice Luminoso