Penela – Convidados pela ‘Companhia da Chanca’

Quatro realizadores vão fazer vídeos sobre comércio local


Pombal 97 fm / Sociedade – O convite feito pela ‘Companhia da Chanca’, de Penela, foi bem recebido já que quatro realizadores vão fazer vídeos relacionados com as histórias e os rostos do comércio tradicional do concelho.
Assim, durante o próximo mês de Agosto, os realizadores António Ferreira, Tiago Hespanha, Cláudia Alves e Miguel Munhá vão realizar três vídeos cada um, de curta base documental ou de narrativa teatral.
Como explica a ‘Companhia da Chanca’ esta iniciativa tem o objectivo de dar a conhecer os rostos, as histórias e os locais associados ao pequeno comércio ou negócio do Município, numa acção intitulada “As Gentes e os Gestos”. “A ideia é que vá para lá do vídeo passar-se naquele sítio em específico. O negócio não será meramente um cenário. O que nos interessa é o material humano associado ao comércio e à história de vida das pessoas. Quem são as pessoas que estão lá, quem frequenta, que gestos são estes que se passam naqueles cenários”, afirmou Catarina Santana, membro da ‘Companhia’ juntamente com André Louro.
Apesar do vídeo a ser realizado não se apresentar como um objecto publicitário, esta é, também, uma forma de dar a conhecer os locais do concelho, numa iniciativa que pretende ter exemplos de negócios e ofícios espalhados por todo o território de Penela, adiantou.
Por sua vez, André Louro refere que os realizadores escolhidos “têm visões e percursos muito diferentes”, considerando que isso poderá dar origem a “uma interessante manta de retalhos”, sendo que foi dada ‘carta-branca’ aos artistas para criarem, e conta que, além dos 12 vídeos feitos pelos quatro realizadores, está ainda prevista a concepção de outros três, estes feitos pela ‘Companhia da Chanca, que deverão ser “objectos mais literários ou mais poéticos”.
O projecto, apoiado pelo ‘Programa de Revitalização do Pinhal Interior’, surge depois de a ‘Companhia’ ter sido forçada a abandonar a ideia inicial de um espectáculo, face à pandemia da Covid-19. André Louro entende, entretanto, que estes pequenos vídeos serão uma forma de “as pessoas falarem umas com as outras, de se verem”.
Catarina Santana conta que, ao longo destes sete anos vividos na aldeia da Chanca, o casal depara-se com algo reincidente: “Ouvimos as pessoas a dizer ‘mas eu não sei nada, não tenho nada para mostrar, aqui não há nada'”, acreditando que “o facto de agora participarem na criação” as leve a olharem-se “a partir de fora e reconhecer que há muita coisa e que há valores terrenos, humanos e palpáveis”.
Neste momento, a iniciativa encontra-se numa fase de candidaturas, até 15 de Julho, pelo que os negócios locais interessados poderão inscrever-se através do e-mail producao@companhiadachanca.pt ou pelo o número 962 448 383
. (com Agência Lusa)
 

 

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