Pombal – Sobre a Santa Casa da Misericórdia

Documento existente refere que instituição já estava em funções em 1614


Pombal 97 fm / História – A Santa Casa da Misericórdia de Pombal já estava em actividade em 1614, segundo testemunha um documento encontrado no Arquivo Nacional Torre do Tombo.
A novidade foi avançada, ontem, pela “Voz das Misericórdias”, segundo a qual ”há mais uma peça que vem ajudar a contar a história da Misericórdia de Pombal”, em alusão ao documento, encontrado pelo investigador Ricardo Pessa de Oliveira.
Tal documento “comprova que a instituição já estava em actividade em 1614. Ou seja, 14 anos antes do registo mais antigo até agora conhecido, descoberto pelo mesmo historiador no âmbito da pesquisa para o livro ‘História da Santa Casa da Misericórdia de Pombal’, publicado em 2016”.
À “Voz das Misericórdias”, Ricardo Pessa de Oliveira conta que o documento de 1614, descoberto "por acaso" no âmbito de uma outra investigação, “trata-se de uma provisão régia registada na Chancelaria da Ordem de Cristo", através da qual D. Filipe II "concedeu a licença a um padre [Silvestre Luís], para servir meia capela da Misericórdia de Pombal, com as condições previamente acordadas" entre o religioso, o provedor e os restantes mesários.
O documento vem "atestar a existência desta irmandade em 14 de Junho de 1614, permitindo recuá-la 14 anos face ao registo mais antigo até hoje conhecido", realça o historiador, frisando, contudo, que o documento não esclarece "quem instituiu esta meia capela e quem nomeou o capelão".
Por sua vez, Joaquim Guardado, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Pombal, refere tratar-se de "mais uma peça que ajuda a montar o puzzle em torno da história desta Misericórdia", reforçando que "para agir no presente e projectar o amanhã, as instituições devem ser conhecedoras da sua história e das suas raízes, procurando preservá-las e respeitá-las".
Perante a descoberta do novo documento, o provedor considera-a "importantíssima", revelando-se esperançado de que "um dia" seja encontrado o alvará régio da aprovação da fundação desta irmandade.
Algo que se aparenta difícil, “atendendo a que tanto o arquivo da instituição como o do município e da paróquia de Pombal foram destruídos aquando das invasões francesas”, ressalva Ricardo Pessa de Oliveira.
Segundo a “Voz das Misericórdias” a investigação “já fez recuar a actividade desta Misericórdia de 1679, data do documento mais antigo que se conhecia quando iniciou a pesquisa para o livro, até, pelo menos, 1614, o registo identificado mais recentemente”.

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