Figueiró dos Vinhos – Orçamento ultrapassa os 14 milhões

Grandes Opções do Plano e Orçamento para 2020 aprovados pelo Município


Pombal 97 fm / Sociedade – No decorrer de uma reunião que teve lugar esta semana, a Câmara Municipal de Figueiró dos Vinhos viu serem aprovados, por maioria, o Orçamento e as Grandes Opções do Plano para o próximo ano.
Ficou então a saber-se que o Orçamento atinge os 14.517,646 euros e que, deste total, cerca de 7 milhões de euros são referentes a investimentos, que contemplam as obras do miradouro (suspenso) e o passadiço em Casal de São Simão e da requalificação do posto aquícola de Campelo, entre outras, conforme é referido pelo Município.
As obras de beneficiação do Mercado Municipal atingem um valor superior a 75 mil euros, enquanto as que estão destinadas para a beneficiação da Piscina Municipal chegam aos 365 mil euros.
Numa nota de imprensa, lê-se que o orçamento para 2020 mantém, em termos fiscais, a isenção do imposto de derrama para todas as empresas instaladas no concelho, e a descida da taxa de IRS de 5 % para 4 %. Relativamente ao Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), constata-se uma nova descida, para 0.32, o equivalente a uma redução de 6% relativamente a 2019.

PSD local considera elevada a carga fiscal

Entretanto, através de um comunicado chegado à redacção da 97 fm, a Comissão Politica Concelhia de Figueiró dos Vinhos do PSD considera “elevada” a “carga fiscal que recai sobre os portugueses e concretamente sobre os munícipes do concelho de Figueiró dos Vinhos”.
No documento, os social-democratas figueiroenses escrevem que  “o concelho está a empobrecer, como se constata pela redução do ‘Poder de Compra’ que tem vindo a baixar, a par da perda de população, como demonstram os dados do INE e de entidades independentes”.
Mais adiante, é referido que “este imposto a aplicar pela Câmara Municipal ainda constitui um encargo elevado no orçamento familiar de muitos figueiroenses e das empresas”, com o PSD a considerar, depois, que “a descida da taxa de IMI, a exemplo da taxa do IRS, deveria ser um instrumento privilegiado da política fiscal do Município, de forma a corporizar uma visão do concelho mais coesa e mais justa”.
Quanto ao “IMI Familiar” aquela Concelhia defende que “deve fixar-se na redução de 20, 40, ou 70 euros para agregados familiares com um, dois, três ou mais dependentes a cargo, respectivamente” e entende que “a redução de IMI para 0,31% é perfeitamente possível e justificável, como já acontece, por exemplo, em muitos outros Municípios até com taxa mais baixa, principalmente aqueles que pretendem combater a desertificação, atrair e fixar pessoas e empresas, e criar emprego”.
Com estes (e outros) considerandos o PSD de Figueiró dos Vinhos justifica o seu voto de abstenção na reunião camarária entendendo, no entanto, “que se poderia e deveria ter ido mais longe no alívio da carga fiscal que incide sobre as famílias do nosso concelho, melhorar os índices de coesão e justiça social dos figueiroenses, atrair novas empresas e criar emprego”.

97FM - Pombal Vértice Luminoso