Pombal – De visita a zonas atingidas pela tempestade Leslie

Delegação do Partido Comunista Português quis inteirar-se da situação


Pombal 97 fm / Sociedade – Com o objectivo de se inteirar dos prejuízos provocados pela tempestade Leslie, uma delegação do Partido Comunista Português (PCP) visitou algumas zonas dos concelhos de Leiria e de Pombal.
Ângelo Alves e João Frazão, membros da Comissão Política do Comité Central do PCP, Filipe Rodrigues, do Comité Central e outros membros da Direcção da Organização Regional de Leiria, tiveram a oportunidade de, ‘in loco’, observar os estragos causados em explorações agrícolas e edificações, em consequência da referida tempestade que assolou a Região Centro.
A comitiva do PCP pretendeu, assim, inteirar-se da situação “em que ficaram as populações e, em particular, os agricultores vítimas de mais esta tragédia, conhecer qual a intervenção que, no terreno, já se fez sentir por parte do Governo e designadamente do Ministério da Agricultura e avaliar as medidas que são ainda necessárias”.
Os comunistas deram ainda a conhecer a proposta que o partido entregou, “no quadro do debate na especialidade do Orçamento do estado para 2019, que prevê um mecanismo especial de apoio para a recuperação de prejuízos e reposição do potencial produtivo perdido com esta violenta tempestade”.
A delegação realizou visitas a seis explorações agrícolas ligadas à produção de plantas e hortícolas em viveiro, à produção de arroz, à produção de hortícolas em estufa e, ainda, a um projecto que, dias antes da tempestade, estava a iniciar a produção de morango em hidroponia”.
“A imagem de devastação encontrada, três semanas após a passagem da tempestade, é reveladora da brutalidade e dos prejuízos que causou a dezenas de pequenos e médios agricultores, em culturas e equipamentos de apoio. Só nas seis explorações referidas, que empregam mais de uma centena de trabalhadores, a delegação do PCP pôde, a partir da informação dos produtores, constatar prejuízos superiores a 1 milhão e 300 mil euros”, referem os visitantes.
Considerando a exigência que se coloca, tendo também em conta a experiência dos incêndios de 2017, “para lá da assumpção de responsabilidades por parte das Seguradoras” o PCP pretende uma resposta da parte do Governo, “simultaneamente célere e simples, que tenha em conta o tipo de agricultores afectados e a dimensão das explorações”.
Nesse sentido, já propôs, na Assembleia da República, que os apoios até 5.000 euros “sejam simplificados, libertando-os de complexas e burocratizadas regras, requisitos e exigências do PDR 2020”, que o Governo “atribua adiantamentos necessários às vítimas que, comprovadamente, deles necessitem” e que os apoios sejam também atribuídos a Cooperativas, Agrupamentos de Produtores e Associações.
O PCP pretende, igualmente, que, “para lá da celeridade e simplificação dos apoios - questão central para garantir que os produtores atingidos se sintam estimulados e possam reiniciar a sua actividade o mais rápido possível - uma das mais sentidas exigências transmitidas pelos agricultores ao PCP foi a da abertura de uma linha de crédito, com créditos de longo prazo e sem juros, para o desendividamento e para operações de tesouraria”.

97FM - Pombal Vértice Luminoso