Leiria – Instituto Politécnico abriu ano lectivo

Enumerados vários constrangimentos orçamentais da instituição 


Pombal 97 fm / Ensino – O presidente do Instituto Politécnico de Leiria (IPL) deixou clara a sua preocupação, no que às questões orçamentais da instituição diz respeito.
Na cerimónia de abertura do novo ano lectivo, Rui Pedrosa revelou que “terá que chegar, obrigatoriamente, um reforço financeiro ao IPL, sob pena de termos de bloquear todas as aquisições de bens e serviços até ao final do ano por falta de disponibilidade de tesouraria” e que, fruto do aumento das despesas “exclusivamente decorrentes de alterações legislativas, faltam-nos aproximadamente 600 mil euros de reforço via Orçamento de Estado”.
O responsável constatou, ainda, que tal situação “penaliza quem mais faz e quem assume em pleno a missão de uma instituição de ensino superior, ou seja, quem coloca de forma eficaz o conhecimento ao serviço da sociedade”. E, prosseguindo, afirmou que o IPL “tem hoje mais de 130 projetos de I&D financiados, na sua maioria, com empresas e instituições, cuja execução pode ficar comprometida caso o reforço do financiamento não nos chegue urgentemente”.
Para o próximo ano já é possível estimar um déficit orçamental, via Orçamento de Estado, de 1.1 milhões de euros na instituição leiriense, decorrentes do aumento das despesas resultantes das alterações legislativas.
Na sua intervenção, Rui Pedrosa referiu-se, também, à possibilidade de ser mudado o nome da instituição, afirmando que “se tivesse uma única prioridade, seria a da alteração da designação para Universidade Politécnica de Leiria, para uma denominação condizente com a missão e plenitude funcional do Politécnico de Leiria, determinante e diferenciadora, sem preconceitos”.
Depois de dar as boas vindas aos 4.500 novos estudantes e de assumir que a missão do IPL “passa por continuar a política de ampliar e aprofundar contextos nacionais e internacionais de captação de estudantes”, o responsável destacou “a emergência da implementação de politicas governamentais que promovam e adjudiquem esse esforço - como a outorga de doutoramentos, a alteração da designação e a criação de uma nova fórmula de financiamento do ensino superior - que mais não é que uma valorização do ensino superior nacional”.
O IPL “é a nona maior de 34 instituições de ensino superior, porém é a quinta mais subfinanciada”, com Rui Pedrosa a sublinhar que “há mais de uma década que o financiamento, em vez de premiar o mérito, faz o oposto. Ano após ano o IPL recebe mais novos estudantes que nos anos anteriores, porém este esforço para atrair e reter talento para a Região vai resultar em mais constrangimentos financeiros pois, por este sucesso e o consequente aumento da despesa via Orçamento de Estado, não recebemos nem mais um euro”.
E acrescentou: “É absolutamente injusto ter instituições de ensino superior que recebem mais de 5.000 euros por estudante por ano, e outras que recebem menos de 2.000 euros”.

 

97FM - Pombal Vértice Luminoso