Pedrógão Grande – Meios reforçados no combate ao fogo

Incêndio já conta com 870 operacionais, 268 veículos e dez meios aéreos


Pombal 97 fm / Sociedade – Foram reforçados, esta tarde, os meios de combate às chamas que deflagraram, ontem, em Pedrógão Grande, segundo indica a Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC).
A revelação, tornada pública na página da internet da ANPC, refere que, às 18h00 de hoje, o incêndio estava a ser combatido por mais operacionais, veículos e meios aéreos. No teatro das operações encontravam-se, àquela hora, 870 operacionais, 268 viaturas e dez meios aéreos.
A violência do fogo, que já causou, pelo menos, 61 vítimas mortais, obrigou a que, durante a tarde, os meios de combate fossem ampliados várias vezes. As chamas recorde-se, deflagraram ao início da tarde de ontem em Escalos Fundeiros (Pedrógão Grande) alastrando para os municípios vizinhos de Castanheira de Pêra e de Figueiró dos Vinhos.
Várias povoações foram evacuadas, ficando isoladas. A este respeito, a ministra da Administração Interna afirmou, esta tarde, que foram evacuadas três aldeias pedroguenses. Constança Urbano de Sousa relatou que o incêndio continua a ter quatro frentes activas, “duas das quais já estavam dominadas, mas reacenderam, devido às condições meteorológicas muito adversas".
Entretanto, uma onda de solidariedade tem surgido em torno da tragédia que levou o luto e a dor às gentes de Pedrógão Grande. Depois da Cáritas Diocesana de Coimbra revelar que disponibilizou 200 mil euros, foi agora a vez da Fundação Calouste Gulbenkian decidir constituir um fundo especial de 500 mil euros, “para apoio às organizações da sociedade civil da região de Pedrógão Grande, afectada pelos incêndios”.
Esta contribuição constitui a dotação inicial do fundo, e serve para "ajudar a minimizar as consequências" dos incêndios e da tragédia que afectou os três municípios.
Por outro lado, mais de 40 enfermeiros ofereceram-se, como voluntários, para ajudar as vítimas do incêndio. A Ordem dos Enfermeiros e a Administração Regional de Saúde do Centro estão a preparar a forma de distribuir estes profissionais de saúde.
Este incêndio é já considerado como o que mais vítimas mortais provocou nas últimas décadas, em Portugal, e um dos mais graves a nível mundial, nos últimos anos. Em termos europeus, o fogo de Pedrógão Grande é apenas ultrapassado, em número de vítimas, pelos incêndios na Grécia, durante o verão de 2007, que provocaram a morte de 77 pessoas, e pelos fogos na Aquitânia (França), há quase 70 anos, quando morreram 82 pessoas.
Na Rússia, em 2010, os incêndios de verão causaram perto de seis dezenas de vítimas mortais, enquanto em Portugal, em Setembro de 1966, um fogo na serra de Sintra foi notícia em todo o mundo, devido à morte de 25 militares do Regimento de Artilharia Anti-Aérea Fixa de Queluz que tentavam combater as chamas. (com Agência Lusa)


(Texto escrito com a antiga grafia)

 

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