Pombal – Empresas reuniram-se no Auditório da Biblioteca Municipal

Transportadores de mercadorias querem a demissão do Ministro da Economia


Pombal 97 fm / Economia – As empresas de transporte rodoviário de mercadorias anunciaram o cumprimento de 15 dias de luto e de uma marcha lenta em todo o País e exigem a demissão do Ministro da Economia.
Ontem, durante uma reunião tida em Pombal, cerca de 3.000 empresas do sector afirmaram-se “gozadas” pelo Governo, recusando que os camionistas sejam antipatrióticos, apesar de reconhecer que vão continuar a abastecer os camiões de combustível em Espanha.
Em Pombal, as transportadoras exigiram a demissão do Ministro da Economia e decidiram que vão cumprir 15 dias de luto, a que se seguirá uma marcha lenta em todo o País.
Segundo Márcio Lopes, dirigente da Associação Nacional das Transportadoras Portuguesas (ANTP), durante a reunião foi exigida a demissão do ministro Manuel Caldeira Cabral, titular da pasta da Economia que, na sexta-feira, apelou ao “civismo” da população da fronteira com Espanha, pedindo-lhe para não abastecer combustível naquele país, dado que, assim, está a pagar impostos lá o que considerou ser “mau” para as contas públicas portuguesas.
“Aquilo que nós, sector dos transportes, exigimos é que o ministro se demita. Porque aquilo que o ministro disse é de uma pessoa que não tem a noção daquilo que é ganhar o dia-a-dia justamente e legalmente. Ele não faz contas, temos de lhe oferecer uma calculadora”, afirmou o dirigente da ANTP, adiantando que as declarações de Manuel Caldeira Cabral “são contra todos os portugueses e directamente vocacionadas também para o sector dos transportes”.
“O sector está de luto”, disse, por sua vez, Gustavo Duarte, porta-voz da Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM), confirmando que os camiões vão circular, nos próximos 15 dias, com faixas negras penduradas. O sector dos transportes “declara-se de luto durante 15 dias e espera 15 dias por decisões rápidas”, observou, vincando que, caso o Governo não satisfaça as pretensões das transportadoras - relacionadas, nomeadamente, com o aumento do preço dos combustíveis, que contestam - prometem “uma verdadeira marcha lenta em Portugal”.
Gustavo Duarte adiantou, também, que os transportadores se sentem “completamente defraudados” e que não são “tidos em conta” como um sector importante para a economia. Negou, entretanto, a hipótese de uma paralisação, mas revelando que os camiões vão “andar mais devagar” do que é habitual.

(Texto escrito com a antiga grafia)

 

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