"Matematicando" com a Estatística na turma B

 

Na Turma B da Escola Básica Gualdim Pais os alunos trabalham a “Estatística” numa atividade mensal que partiu de um desafio da professora:

 
      - Registar diariamente o estado do tempo na cidade de Pombal no ano letivo 2012/2013, com o objetivo de começar a incutir nos alunos o prazer pelas atividades investigativas, promover uma evolução nos desempenhos e nos processos comunicativos dos alunos e uma transformação nas formas de trabalhar em grupo dos alunos do 1.º Ciclo do Ensino Básico. A abordagem didática sugerida pela professora tem por base experiências e interesses concretos do dia a dia dos alunos, por forma a que em atividades futuras os alunos problematizem aspetos do seu quotidiano.
 
Esta nova componente da matemática escolar começou a ganhar importância nos primeiros anos de escolaridade, pelo facto de nos deparamos com informação estatística em áreas diversas da sociedade (a educação, a medicina, a economia, o desporto…). Essa informação variada com que nos deparamos diariamente revelou não só a necessidade de desenvolver nos alunos dos níveis de escolaridade mais básicos competências estatísticas, mas também um sentido crítico perante a informação e os dados apresentados, de modo a que possam vir a ser cidadãos informados, inteligentes e profissionais competentes.
 
O Programa de Matemática do Ensino Básico que se implementa atualmente inclui o tema “Organização e Tratamento de Dados”. Este tema deve permitir a aquisição de conhecimento, conceitos e representações que possibilitem a compreensão e a produção de informações estatísticas, utilizando-as para ler e interpretar dados, resolver problemas e tomar decisões informadas. Valoriza-se, assim, a investigação e a literacia estatística, consistindo a última num conjunto de conhecimentos, hábitos mentais, habilidades e capacidades de comunicação que surgem no nosso quotidiano.
 
A literacia estatística assume-se, então, como um objetivo que ultrapassa a própria Matemática e outras disciplinas. A partir da discussão de temas de Estudo do Meio, por exemplo, podem ser formuladas imensas e diversificadas questões e é uma oportunidade para desencadear projetos que podem ser desenvolvidos na turma em trabalho coletivo ou de grupo.
 
Foi com base neste pressuposto que foi lançado um desafio aos alunos da turma B (1.º ano). Este desafio permite fazer a conexão dentro da Matemática com as contagens e decomposição de números, com a área de Estudo do Meio e também com a área de Português. 
 
Diariamente um aluno realiza a sua tarefa e cola o cartão do tempo no cartaz elaborado para esse efeito.
 
 
 
 
 
 
A partir desse registo diário, no fim de cada mês, os alunos realizam um trabalho coletivo de efetuar contagens e organizar os dados recolhidos numa tabela de frequência.
 
 
    
 
 
Posteriormente fazem a transposição desses dados para um gráfico de barras que vai sendo construído coletivamente no quadro e em seguida copiado para a folha de trabalho diário.
 
    
 
 
 
Com base no gráfico de barras elaborado, conclui-se o trabalho na tabela de registos que fica exposta na sala até ao fim do mês seguinte, momento em que volta a ser utilizada para se proceder, novamente, de acordo com o que foi anteriormente referido, como comprovam fotografias que se seguem que remetem para o trabalho desenvolvido nos meses de outubro e novembro.
 
 
    

    
 

Na interpretação dos dados na tabela e no gráfico, vão-se questionando os alunos sobre a informação representada e solicita-se também que pensem em perguntas que podem formular sobre essa informação, oralmente, pois são alunos do 1.º ano de escolaridade. Tiveram oportunidade de escolher uma unidade adequada na elaboração do gráfico de barras, pois verificaram que o mais facilitador seria ainda a contagem de 1 em 1 e compreenderam a importância da atribuição de um título ao gráfico, pois só dessa forma as pessoas “exteriores” à turma perceberiam imediatamente qual o tema do gráfico por eles elaborado, como comprovam estas fotografias.
 
    
 

Esta atividade desenvolvida em coletivo permite a classificação e a contagem que são tarefas simples e importantes para a representação de dados. É por isso que os alunos do 1.º Ciclo se devem envolver em experiências de recolha e organização de dados qualitativos e quantitativos discretos, representando-os em tabelas de frequência absolutas e em gráficos de vários tipos, como pictogramas e gráficos de barras. Devem também aprender a identificar a sua moda e utilizar progressivamente linguagem apropriada para se promover o sentido de rigor.

As questões colocadas pelo professor são de extrema importância, pois saber questionar permite que os alunos clarifiquem o significado de expressões e termos menos precisos e que comuniquem as suas descobertas.

A discussão em grande grupo é o momento privilegiado para o desenvolvimento da capacidade de comunicação dos alunos: a partilha de opiniões e o debate de ideias para reformular raciocínios incorretos, além de permitir a sistematização dos conceitos e a interiorização dos conhecimentos a partir do aprofundamento da compreensão dos conceitos.
 
 

Nestes momentos, o papel do professor é o de gerir o espaço e o tempo, com o intuito de garantir condições para que sejam apresentadas as intervenções com qualidade dos alunos, de modo a gerar aprendizagem significativa.

O entusiasmo dos alunos neste tipo de atividades é notório! Assim sendo, pode-se dizer “desafio ganho, objetivo alcançado”!
 
 
 
 Professora Filipa Toco
 

Louriçal | 2017-09-24 | 09:00 - 00:00
97FM - Pombal Vértice Luminoso